Google+ Pictuelle Photography: A balada

3 de outubro de 2011

A balada

Balada  das muitas flores érica
Pequeninas e Delicadas,
Dançavam as flores naquela tarde:
A balada das flores.
Vento vai,
Vento vem
E ali estavam as flores,
Sacudindo para lá e para cá.
Dançando,
Brincando,
Delicadamente…
Mas não se levem pelas aparências.
Pois estas flores tem verdade aparente,
São mentirosas:
Têm espinhos,
Espinhos que ferem.

     Nota do autor:
Sinceramente acho os poemas todos crus. Sim, estou generalizando, sem exceções. Eu gosto de finais crus. Estes dias, estava lendo uma citação de Clarice Lispector que velava, em outras palavras, exatamente esta adoração pelos finais sem sal – crus. Não lembro se ela citava isto, mas penso que os finais crus penetrem n’alma, fazendo o leitor pensar. “Espinhos que ferem” foi a crueza que encerrou minha poesia.

Comentário adicionado por Mateus em 5/4/12:

Não acho mais uma boa ideia generalizar o negócio. Há poesia feita sem crueza. Nem sempre finais crus fazem o leitor pensar. Mais uma vez, generalizar o negócio não foi uma boa ideia. Hoje eu tenho conclusões bastante diferentes do que quando escrevi isto, que, pasme você, foi há mais ou menos 6 meses atrás. Pouquíssimo tempo mesmo. Minhas ideias mudaram, e hoje acredito que coisas impossíveis são possível. Por isto, acho melhor não generalizar muita coisa.

Obrigado.

Humor: Pensativo e vendo como meus conceitos mudaram em pouco tempo. Já tinha notado isto antes, mas agora acho que penso mais profundamente sobre isto. Penso o que me levou a esta mudança. E concluo: tudo, desde o meu sempre até hoje.