Google+ Pictuelle Photography: Conto de uma noite estranha

3 de novembro de 2011

Conto de uma noite estranha

A Noite Estrelada Sobre  o Ródano Vincent van Gogh 1888
Tenho o costume de olhar o céu às noites. Assim posso saber se o próximo dia me trará sol ou chuva. Nem sempre dá certo o negócio, mas várias vezes minhas previsões viram realidade.
Na noite passada previ que o dia seria ensolarado. Esta deu certo. Mas para adivinhar observo as estrelas, lua, nuvens… A janela é quem me impedia de uma maior proximidade do céu. Como já relatei, as estrelas parecem estar cada vez mais longe de mim, a lua pouco aparece… Mas ontem foi diferente. Já era tarde da noite. Haviam nuvens, a noite estava muito escura. Notei apenas uma estrela.
“Espera aí!” Aquilo não era uma estrela. Brilhava demais para ser uma. Na verdade eu não consegui descobrir até este momento o que era aquele ponto luminosíssimo no céu, mas descobri que não fui o único a viver cenas estranhas. Todavia, prefiro mostrar uma maior fidelidade à linha cronológica das coisas, então continuarei a contar a história passo por passo…
Para saber o que era aquele negócio, tive que ficar observando aquilo por minutos, minutos, minutos… Inutilmente. Embora não tenha chegado a uma conclusão, tive algumas hipóteses: um sol enorme de uma outra galáxia; um meteoro (achei pouco provável pelo tamanho); um disco voador (por mais estranho que pareça, não desconsiderei a ideia).
Não podia desperdiçar muito tempo, estava com sono e no dia seguinte acordava cedo. Andei alguns passos e deitei-me. Por mais que eu quisesse, não sonhei com nada. Eu queria ter a oportunidade de poder sonhar com alguma coisa que me levassem a tirar mais conclusões sobre o “objeto” que vi naquela noite. Infelizmente meus soníferos pensamentos não vingaram, ao menos não me lembro de tê-los.
Na manhã seguinte, ao levantar, meu pai perguntou-me o que tinha sido um barulho estrondoso, parecido com o de um avião, de um helicóptero, que invadiu o céu durante aquela noite. Eu não sabia de barulho algum. Mas pelo que me contou, não poderia ser um avião nem um helicóptero, pois em questão de segundos o barulho simplesmente foi de norte a sul, como em velocidade hipersônica. Fiquei curioso por um momento, mas logo esqueci.
Mas um fato do qual fiquei sabendo após  o almoço é que fez todos os outros se encaixarem. Assistindo o telejornal a notícia: “dois  agroglífos são encontrados numa fazenda em Bom Jesus, Santa Catarina.” Congelei quando recebi a notícia. Agora tudo fazia sentido, de um jeito estranho mas fazia: o que vi foi um disco voador, aquela luz… O barulho que meu pai disse ter ouvido, era a espaçonave sobrevoando nosso espaço aéreo. E, claro, os agroglífos foram causados pelo pouso da nave no local.
Foi esta a conclusão que tirei. Mas não posso ter certeza disto. Provavelmente poucos ou ninguém acredite nisto. Nem eu estou totalmente convencido de mim mesmo.

Nota do autor:
Sim, isto é totalmente verídico, exceto pelas “conclusões” a respeito do fato.
Isto não é bem uma crônica. Mas posto ela  no lugar da crônica que deveria ser publicada hoje.
Não tenho muito o que comentar sobre a história, pois já contei tudo o que tinha para contar. Mas vou falar da imagem: A Noite Estrelada Sobre o Ródano, de Vincent van Gogh, pintada em 1888. Embora a noite que descrevo não esteja estrelada, escolhi uma noite estrelada para ilustrar a postagem porque todas aquelas estrelas presentes na pintura valem por uma única que eu vi. Aprecio muito o trabalho de Vincent.