Google+ Pictuelle Photography: Viajante de infinitos

20 de fevereiro de 2012

Viajante de infinitos

Um pequeno grão de areia
encontrei a navegar
Como um pirata usando tapa-olho
ele começou a me encarar

Pedrinha de filosofias
de tamanha pequeneza
foi a única em séculos
que fez muito mudar

Na celeste onda, lá se vai um grãozinho
entre mil e tantos outros
que sempre tem algo a contar
todavia, no toque lastimoso
alguém ainda insiste em calar

Mas bem longe do oceano
sumiu o barco de vento guiar
para todo o sempre nesta vila
nunca mais ninguém conseguiu
fazer um reino inteiro voar


Nota do autor:

Ainda bem que poesia contemporânea não tem muitas regras. Ufa! Uso e abuso das quebras de regras. Antigamente, coisa de século passado, poesias e poemas deviam ter pontos, letras maiúsculas e até as novas estrofes eram regradas. Hoje se você quer usar uma letra maiúscula, ainda é moderado, mas pela sua vontade. E a poesia contemporânea está certa! Como um pobre poeta poderá ser expressivo o suficiente com tantas regras?

Um grão de areia cheio de filosofia… É o que fala meu poema. Poema? Sim, poema. Embora trate-se de um grão de areia há muita coisa nas entrelinhas. Um grão de areia capaz de revolucionar pensadores, ou seja, humanos. Mas muitos não percebem tamanha importância do pequeno grão de areia, e trata-o como uma banalidade. Há muito grão de areia, e nem 1 em 1 milhão consegue revelar sua mensagem. Então, na próxima vez em quer ver um grão de areia, permita-se, ceda.