Google+ Pictuelle Photography: A sombra e a luz

17 de março de 2012

A sombra e a luz

As cores em si onduladas
por um simples toque de Sol
toda vez que ali olha no fim de uma tarde
não deixa notar-se outra coisa
Um perfil traçado em coisa morta
mas que tem vida só pelo existir
não sombreia nenhuma outra margem
porque tem medo de não espantar
No Sol mirado na carne
o bicho rodeia, rodeia e pousa
bicota, bicota e se assusta
com crenças trancadas e mudas
Escorado na cerca marrom
de cor feito flor de verão
tem todas as chaves do mundo
e só ele pode sim dizer não
Até que coisa viva apareça
e tire o negócio do chão
na palma, e na indecisão
permita que o grão seja roubado
por quem não é ladrão.

Nota do autor:
Esta poesia deu um certo trabalho para ser escrita. Em mais de dois dias planejei-a. Até que o resultado final apareceu e me satisfez. Tive auxílio de meu irmão, que me deu uma boa ideia, que a princípio eu já tinha tido e descartado. Ele, sem saber de nada, apenas comentou que eu poderia falar de uma coisa na poesia que poderia ficar legal. Eu comecei a pensar em uma  forma de colocar a ideia na poesia, e aí surgiram as 3 últimas estrofes.
Uma poesia é muito legal. Eu li um pouco de Vinícius de Moraes antes de concluir a minha poesia, e vi como ela é incrível. O escritor escreve coisas que ao primeiro olhar parecem absurdas e indecifráveis, mas com um bom pensamento vamos desvendando uma história. Bom, há também aquelas indecifráveis, como algumas de Mário Quintana, que já foram analisadas por vários estudiosos que não chegaram a conclusão alguma.
Quero comentar o título, que só recebeu este nome pois reconheço o valor que cada uma tem. Por sinal, a poesia nem fala muito sobre estes dois elementos diretamente, mas sem eles, nada disto seria contado agora. A primeira estrofe pode ajudá-los a desvendar o princípio da minha escrita.
E agora, uma coisa que quero acrescentar e que dirige-se a ninguém mais do que eu, mas fiquem a vontade para tirar suas conclusões:
“Olá, como vai?”
Um dia eu terei a a resposta, que apenas eu posso falar.