Google+ Pictuelle Photography: “Tempo, a melhor droga.”

5 de março de 2012

“Tempo, a melhor droga.”

Olá! Como estão? Tempo, a melhor droga. Você já ouviu dizerem isto? Provavelmente sua resposta seja “não”, de imediato. Mas parando poucos segundos é possível entender o “droga” no fim da frase. Droga, em outra palavra, remédio. Cura, mas contagia!
Na sua opinião, ser contagiado pelo tempo seria um problema? O dito popular “o tempo é o melhor remédio” começou a me intrigar hoje, dia 5/3/12. Enquanto andava “distraidamente” pelo Centro, ouvi alguém falando que o dito cujo era o melhor remédio. Desde então esta frase me atormenta e me faz pensar. Uma simples frase me atormenta assim! Tenho que parar, refletir, e sobre tudo saciar a vontade de descrever sentimentalmente e racionalmente o que se passa pelos fiozinhos da minha mente.
A contaminação causada pelo “remédio”, o tempo, na minha opinião, não é algo muito bom. Primeiramente… Bem, é difícil explicar com palavras, mas vou me esforçar. Primeiramente, o tempo nos faz lembrar. Lembranças  são boas? Até lembranças boas podem facilmente se tornar ruins para alguém que ainda não compreendeu  a lógica da vida: viver, e depois de viver, viver. Lembranças de um dia bom, com uma pessoa boa que partiu, por exemplo. Não somos feitos preparados para aquilo que chamam de morte. Com isto, fica fácil compreender que o tempo pode sim ser um inimigo e não por culpa dele, mas por nossa culpa.
Recentemente li num livro chamado Uma paixão por cultura de Carlos Eduardo Paletta Guedes que “o mesmo martelo que  quebra o vidro molda o ferro”. Se me recordo bem, foram exatas palavras que estavam escritas numa das páginas do livro. Vamos deixar o tempo nos moldar, não nos quebrar. Assim tudo se acerta. Depois de viver, veremos o quanto ganhamos se optarmos por deixá-lo moldar-nos. Isto não seria “contagiar-se” pela droga? Exatamente! Mas não é tão simples quanto parece. Como já falei, mas deixarei mais evidente este pensamento agora, precisamos nos preparar para receber o tempo.
“Estou preparado, já que falo tão convicto de minhas palavras?” me peguei perguntando. A resposta é esta: infelizmente ou felizmente eu não sei! Não sei nem mesmo se não saber é bom ou ruim.  Mas acho que estou mais para infelizmente. Eu queria ao menos saber.
Tempo, palavra difícil de ser definida. O que seria exatamente o tempo? É um termo polêmico. Para mim, o tempo não é um remédio. É algo bom, ao mesmo tempo bom. Tudo depende de você. Quero fazer o meu tempo vingar, e transformá-lo em remédio. Mas uma coisa eu falo com muita convicção, sem emaranhados: de nada adianta o tempo sem o agora. O tempo é mais que o agora; é o amanhã, o hoje e o ontem. É praticando o hoje, praticando o viver agora e viajando para outra dimensão em tempo simultâneo que eu estou moldando meu futuro, um futuro em que quero fazer do tempo o meu remédio, mas usando muito, muito o presente e deixando um pouco de lado o futuro e o passado.
Boa vida!