Google+ Pictuelle Photography: O problema da nossa geração

9 de outubro de 2012

O problema da nossa geração

Pensamos que somos muito civilizados, entretanto, se nos compararmos a outras civilizações, Cyberbully filmevemos que a violência é um dos pontos negativos da nossa geração, e que nesta questão somos muito inferiores aos nossos antecessores. Vivemos na hera em que muitos evitam a violência simplesmente por existirem leis que preveem punição para estes atos, que de muito pouco adiantam se a população não estiver conscientizada do porquê a violência é um erro.

Atualmente, o bullying é um dos principais agravantes dos níveis de violência. Ao contrário do que afirma o senso comum, o bullying não ocorre somente entre estudantes, mas também entre vizinhos, colegas de trabalho, professores e funcionários de escolas.

Bullying é uma violência extremamente cruel: vai além da agressão física (identificada como bullying direto), partindo para agressões morais (bullying indireto). Além de tudo, a prática desta violência envolve racismo, homofobia, preconceito contra pobres e minorias, como deficientes físicos, entre outros.

Os autores do crime em questão, identificados como “bullies”, preferem vítimas facilmente manipuláveis, tímidas e que geralmente apresentam alguma característica marcante. Diferente do pensamento popular, pesquisas recentes apontam que os bullies geralmente não têm déficit de autoestima e gostam de reafirmar sua liderança através de atos violentos.

As vítimas de bullying raramente reagem aos ataques, fingindo relevar e, assim, criando um confronto de ideias, pois em seus íntimos se sentem ofendidas, podendo acarretar muitos problemas, tais como baixa autoestima e suicídio.

Levantamentos realizados sobre psicopatia provam que 3% de nossa população sofre deste mal. Segundo a psicoterapeuta Ana Beatriz Barbosa, autora do livro “Mentes Perigosas” – que aborda o tema –, psicopatas não possuem sentimentos – embora diferenciem o bem e o mal –, como constatou-se em análises do comportamento cerebral, no qual uma pessoa normal, ao ouvir uma música, sofre alteração no quadro emocional, enquanto um psicopata, não. Os psicopatas aumentam os registros de violência no mundo todo, pois são, também, autores de crimes como o bullying, os quais são cometidos com a maior frieza por eles.

Pesquisas realizadas pela Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Juventude (ABRAPIA) – uma organização não-governamental extinta – entre os anos de 2003 e 2004, envolvendo 5.875 estudantes cariocas de 5ª a 8ª série, revelaram que do total de entrevistados, 40,5% tiveram envolvimento com bullying: 16,9% disseram ser vítimas, 10,9% vítimas e autores e 12,7% autores.

Estudos mais recentes realizados pelo IBGE em 2009 mostram que entre 618,5 mil estudantes de escolas particulares e publicas, de 13 a 15 anos, quase um terço (30,8%) admitiu ter sofrido bullying, havendo mais ocorrência desta violência em escolas particulares.

Certamente a violência é um ponto fraco da nossa sociedade, pois enquanto não soubermos lidar com nossos problemas de forma justa e abandonarmos nossos preconceitos, aceitando os outros como eles são, não progrediremos intelectualmente. Se não julgássemos os outros sem que conhecêssemos a verdade, a civilização na qual vivemos não precisaria ser rebaixada e considerada intelectualmente inferior a algumas civilizações antigas.



Anotações de Matthew:

Escrevi este texto e fiquei muito satisfeito com ele. Era uma redação de Português que agora se transforma em mais uma postagem do blog.

Acho importantíssimo dar ênfase a assuntos como a violência. Não pude expressar isto no texto, mas para isto mesmo servem as “Anotações de Matthew”: como pode uma sociedade como a nossa, que se acha toda perfeita, cometer coisas bárbaras como a violência por homofobia, racismo…? Não só ataques diretos mas também indiretos, ou seja, morais, espalhando-se fofocas ou piadas a respeito de alguém.

O racismo eu acho ridículo demais, porque é preconceito duro, e por isso também sou contra cotas nas universidades: os “negros” são taxados de tal forma simplesmente por apresentarem mais melanina na pele que uma pessoa “branca”. Entretanto, há afro-descendentes que possuem mais de 50% de influência europeia em sua carga genética.

Sobre a psicopatia, achei inevitável falar sobre ela. Assisti a um vídeo no You Tube da doutora Ana Beatriz Barbosa, há uns três meses pelo menos, e as informações que captei durante o vídeo foram tão interessantes para mim que nem precisei consultar o vídeo novamente para formular este texto. Uma curiosidade: psicopatia não é considerada doença, mas sim um problema relacionado à genética.

Procurei escrever da forma mais clara e simplificada possível, e acredito que eu tenha conseguido passar minha mensagem de uma forma objetiva e rápida. Mas um assunto tão amplo como a violência não pode ser resumido às palavras que escrevi. Por isso, tanto no primeiro quanto no último parágrafo, abro “parênteses” de reflexão na mente do leitor. Parabéns aos leitores que captaram.

Um texto como este não tirou seus dados estatísticos e embasamentos científicos do nada. Aqui estão minhas queridas fontes:

huMOr: Surpreso por ser apresentado a algumas verdades até então desconhecidas. Smiley surpreso Mas não triste por isso, também não contente: neutro. Smiley pensativo