Google+ Pictuelle Photography: E dança o universo

26 de maio de 2015

E dança o universo

A Noite Estrelada, de Van Gogh

Tudo gira, gira, gira
Gira mundo, gira Terra
Gira Marte, nada espera

E gira a lua, e gira o ar
E gira Vênus, e o mar
E gira a bola chão tocar
Pés descalços lá brincar

E gira a ave ao voar
E gira o solo no plantar
E gira-gira a girar
E gira a vida num girar

Tudo gira, ira, ira
Está na mira, ira, ira
Mas que vemos nessa gira?
Muita ira, ira, ira




Boa noite a todos. Este poema completará 24 horas de existência em breve :) Ele é provavelmente um dos mais excêntricos que já tomaram forma em minha mente e com certeza um de meus favoritos. Possui muito significado dentro dele, coisas que talvez uma linguagem objetiva e não figurada jamais pudesse expressar.

Ontem a noite eu reli velhas postagens e deixei-me levar por velhos poemas, como O menino dos balões, e algumas reflexões, como essa. Foi disso tudo que me veio inspiração para o poema de hoje. Acredito que demorei todos esses anos escrevendo para notar quão grande é a carga de significado que cada postagem possui para mim. Está certo que não gosto de algumas postagens, mais especificamente as que realizei quando recém criei o blog, pois eu era mais novo e algumas vezes não dava a devida coerência ao que eu gostaria de elucidar; mas qualquer post, seja bem ou mal redigido, possui seu significado. Posso me lembrar de quando escrevi quase todos os textos daqui, e isso me mostra o quanto  tenho aproveitado a vida. São lembranças de momentos que me edificaram e me guiaram até o que sou hoje, ainda um ser mutante, em constante edificação.

Me mostra que não congelei no tempo, que mudei e MUITO minhas ideias, que não me conformei com o vulgo “normal” e procurei dar um passo a mais a cada dia, abrir a mente, livrar-me de preconceitos, mudar atitudes e ter mais atitudes. Notar que não temos todo o tempo do mundo para fazermos nossas vidas valerem a pena, e é arriscado desperdiça-la com futilidades, e que também nunca é tarde para torná-la valorosa, pois jamais saberemos os rumos do amanhã. Não decidimos por conta própria nossos futuros, isso depende de muitas outras variáveis. E em meio a esse caminho de incertezas, encontrei conforto nem no passado, nem no futuro, mas no presente, e me agarrei a ele para desfrutar do que ele tem a oferecer. Nisso descobre-se a felicidade perene.

Ler aqueles velhos e bons textos me levou a um mundo paralelo, e haja física moderna para explicar tudo isso! Mas não a quero entender, apenas presenciar e me deixar levar. Ler aqueles velhos e bons textos me mostrou que evoluí, e que por isso devo um apreço muito grande de cada pessoa que contribuiu e continua contribuindo nesse processo, inclusive eu mesmo. Espero que eu também os tenha ajudado nessa mesma missão. :D

Até a próxima!